Já diria o velho Leminski, o nosso eterno cão-de-guarda da boa poesia, que “chutes de poeta / Não levam perigo à meta”. Não sei se foi ele, o cachorro louco da poesia, o judoca-poeta-curitibano, quem mais me influenciou. Mas partiu da admiração que tenho por ele. E por muitos outros. Daí não teria como não citar o arquiteto das palavras Arnaldo Antunes, com suas idéias de descontruir e reconstruir a língua. Mas há também outros atores em todo este jogo de referências e influências, que nós, aventureiros das palavras estaremos eternamente mergulhados.
Gilberto Gil é um farol na escuridão neste sentido. O que me resta é reverenciá-lo quantas vezes for necessário. Por isso não me canso de ver este vídeo.
Graças a eles, e aos meus companheiros do Muito Barulho, que eu tento me colocar a todo instante nesta margem de risco. Fazendo poesia. E colocando a testa no alvo. Quando o poeta Por que a festa
ATESTADO POÉTICO
Fora da meta
O tiro acerta
Ninguém con-testa
Quando o tiro acerta
A testa do poeta?
Atestado Poético.
Publicado em fevereiro 27, 2010
Publicado em: miragens desérticas, Poesia de oásis
raimundo73
março 14, 2010
Estimulando…
Deus te salve, oh poeta!
Com todas as metas
Que propões acertar.
Olhar o teu povo,
Os companheiros, de novo,
Desse teu barulho, com muito orgulho.
Todos cantam ao tocar.
Porém, estou certo
Estimulando teu “blog”
É remédio acertado
Honrando as visitas
Em espaço apertado e assim comentar.
Atesto, afirmativamente
-vôdinho.
Iami
março 14, 2010
testas, testas e acertas
na minha testa
poeta
ati
ami
joao
março 14, 2010
Oi Cara das barbas, ouvi o swing da testa do poeta e gostei, teu grupo tem sangue na veia, podes crer. Bonita paisagem com a menina e o mar no fundo, todos dancando, me fazem querer danCar tambem.
Quando sera’ o proximo concerto?
Abracao do joao da iami
Nelson Coutinho
abril 25, 2010
Meu nada prezado amigo, que diabo de poema é esse? Assim vc acaba com o prestígio, já ameaçado, da mãe das artes!… O que quer dizer esse poema, Atestado poético??? Ainda que diga alguma coisa, certamente é coisa que não valha uma palavra sequer… Mas que mania de trocadilhos vcs têm, não? Isso é literatura ou plubicidade? Deixa lhe dizer uma coisa: há que ter um motivo para determinada assonância ou aliteração, assim como para determinada rima e ecos… No seu poema não há justificativa alguma para clichês do tipo “poeta/meta”, “testa/con-testa” etc… E que dizer desse indefectível “con-testa”? Isso é de amargar, meu velho!!! por que o hífen? É possível dar uma explicação plausível? Ou se trata da velha, muito velha vanguarda que nega o Belo por puro fastio, orgulho ou incompetência de a ele ombrear? Ainda que pareça uma anástrofe, em verdade as rimas, toantes ou consoantes, criam um bocejante efeito monocórdio… Tudo em seu poema é forçado. Desejo de parecer moderninho, de ser marginal, de ser um Leminski, o poeta do poema-piada oswaldiano. Tentei, de todas as formas, dar um sentido a seu poema. Seu poema comete suicídio antes que eu consiga salvá-lo…
Nelson Coutinho
Nelson Coutinho
abril 26, 2010
Só vale elogio, hein, meu velho? Essa poesia de blog… Festa de criança: só entra convidado…
Nelson Coutinho
Sandra Nepomuceno
abril 27, 2010
Adorei o poema, Gabriel. Beijos.
Sandra Nepomuceno.