Atestado Poético.

Publicado em fevereiro 27, 2010

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Já diria o velho Leminski, o nosso eterno cão-de-guarda da boa poesia, que “chutes de poeta / Não levam perigo à meta”. Não sei se foi ele, o cachorro louco da poesia, o judoca-poeta-curitibano, quem mais me influenciou. Mas partiu da admiração que tenho por ele. E por muitos outros.

Daí não teria como não citar o arquiteto das palavras Arnaldo Antunes, com suas idéias de descontruir e reconstruir a língua. Mas há também outros atores em todo este jogo de referências e influências, que nós, aventureiros das palavras estaremos eternamente mergulhados.

Gilberto Gil é um farol na escuridão neste sentido. O que me resta é reverenciá-lo quantas vezes for necessário. Por isso não me canso de ver este vídeo.

Graças a eles, e aos meus companheiros do Muito Barulho, que eu tento me colocar a todo instante nesta margem de risco. Fazendo poesia. E colocando a testa no alvo.


ATESTADO POÉTICO

Quando o poeta
Fora da meta
O tiro acerta
Ninguém con-testa

Por que a festa
Quando o tiro acerta
A testa do poeta?