Geração McDonalds.

30 01 2009

A Utopia Burguesa Multinacional é, como se vê, o coroamento da evolução humana. Saltando do fogo ao arco e flecha ou à sarabatana, dela à cerâmica e à metalurgia e daí às matemáticas e à cibernética, os homens foram dar, afinal, neste Sistema dotado de capacidade total de destruição e de edificações do mundo, de desfazimento e refazimento radical da humanidade.

Tendo decidido, por ora, não destruí-lo, o Sistema se ocupa da supertarefa que, afinal, se tornou possível e é a preocupação básica da Central Utópica da Groenlândia. Refiro-me ao excelso projeto de programação do Homo Ciberneticus que recolonizará o mundo.

Tal como um dia os homens puseram ordem na natureza para que as plantas nascessem onde deviam e não ao acaso, para que se multiplicassem as vacas, os carneiros e galinhas e não a variada bicharia selvagem de antas, tigres e emas… Assim também, agora, se trata de desfazer e refazer com a mesma radicalidade a natureza humana acabando com o esgotado Homo Sapiens Paleontológico para dar lugar ao Homem Novo Programático. Devidamente refeitos, nossos netos serão criaturas dos homens verdadeiramente aptos para serem felizes e eficazes. Todos nascerão instruídos e adestrados nos variados ofícios que gostarão imensamente de exercer.

(Darcy Ribeiro, em A Utopia Selvagem)





Viagem ao fim do mundo.

30 01 2009

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Ushuaia, na Patagônia. A cidade mais ao sul do planeta, o ponto civilizado mais austral do mundo. Um sonho possível…





Pérola.

29 01 2009

alfred_hitchcock

“Ninguém tem um elenco como Disney. Quando ele não gosta de um ator, simplesmente o apaga”.

(Alfred Hitchcock)





Bitous.

29 01 2009

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Os garotos de Liverpool na versão “ladrões de bicicleta”.





Regressar é preciso.

28 01 2009

astronauta

Depois de uma insólita, arrastada e bem-aventurada viagem de férias pela lua, venho anunciar que o capitão Gabo regressa ao seu desktop desértico e planeja realizar novas viagens neste ano recém-chegado… Aviso de antemão aos navegantes que me acompanham que não me comprometerei com atualizações frequentes, pois uma significativa parte da minha doce inspiração se perdeu, deixando-se espalhar em alguma daquelas milhares crateras que formam o solo lunar.

É, eu sei que demorei para dar notícias… Vi o recado do Pardal na secretária eletrônica, no último texto que publiquei em 2008… Mas o Neil Armstrong e a NASA teriam se orgulhado desta grande jornada que cumpri, se excluirmos, é óbvio, o momento em que localizei a bandeira estadunidense fincada no satélite que a todos os terrestres pertencem, inclusive à mim… E a arranquei ferozmente arremesando-a em direção ao caloroso e infernal abraço do Sol.

Nos momentos de lazer que tive durante a minha expedição, como vocês podem ver na fotografia, aproveitei para praticar um pouco de banjo, instrumento adquirido na mão de ser que manejava um objeto não-identificado com o qual cruzamos num dos postos de abastecimento em que paramos com a nave a caminho da lua.

De volta ao deserto… É isso aí.