Nós vimos.

29 09 2008

Neste último fim de semana, o meu, o seu, o nosso presidente… Afirmou que o Brasil “já não depende” dos Estados Unidos (ainda nosso principal parceiro comercial) que no ano passado importou pouco mais de US$ 25 bilhões em produtos brazucas.

O negócio é que as nossas exportações ao Tio Sam, embora tenham diminuído bastante, ainda superam levemente a soma das nossas vendas à Argentina e à China, que são respectivamente medalha de prata e bronze no que diz respeito à parceria comercial com a gente.

Mas a tendência, como vimos nas Olimpíadas este ano, é que a China comece a tomar as medalhas de ouro dos EUA… Isso deve acontecer também no plano político-econômico. Rs. Tô dizendo isso pois li em algum lugar que Brasil e China têm economias “complementares”. Ou seja, roduzimos o que eles precisam e vice-versa. Por isso, espera-se que a troca comercial com Pequim aumente cada vez mais, supera os escambos com o Tio Sam e assim começaremos a ver cada vez mais produtos “made in Xangai” por aqui.

A prova disso é que – nesse mesmo evento em que foi declarada a nossa segunda independência em exatos 186 anos e 20 dias depois de D. Pedro gritar “independência ou morte” às margens do ipiranga em setembro de 1822 – Lula destacou que, no passado, os EUA absorviam cerca de 30% das exportações brasileiras, mas essa percentagem já se reduziu à metade. No ano de 2007, os EUA foram destino de magros, porém ainda consideráveis, 15,8% de nossas vendas internacionais.

Nosso presidente ainda reiterou que além de não dependermos mais comercialmente dos americanos, o Brasil ainda dispõe de reservas internacionais na ordem de US$ 207 bilhões. Ou seja, o canarinho tá barão… E só pra terminar a sessão “fofoca-política” falarei de outro recadinho que Seu Lula mandou (espero que os editores da Veja o tenham visto). Ele avisou aos navegantes que já foi cancelada aquela velha e famosa (quase eterna) dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Outros viram.

E nós estamos começando a ver também…


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Uma resposta

30 09 2008
Pardal

“E nós estamos começando a ver também…” com GRANDES olhóculos.

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