
Com essa “encheção” de saco que virou falar da “lei seca” resolvi escrever sobre isso outro dia e fiquei puto com o que aconteceu. Antes que pensem que fui preso, multado ou parado em uma blitz para soprar a porcaria do bafômetro lhes adianto que não foi isso que aconteceu.
Eu emputeci porque depois de despender valiosas horas do meu dia escrevendo sobre isso, o meu blog não deve ter gostado do conteúdo questionador do meu texto e num acesso de puritanismo e moralismo tratou de apagá-lo sem me consultar.
Pois então, como a moda agora é falar da “lei seca”, vou entrar na onda e falar um pouco também:
Primeiro ponderando que reconheço a eficiência e os bons resultados alcançados com esta medida. Mas desconfio que os agentes da SET têm aproveitado o momento pra adiantar o seus décimos terceiros e provavelmente terão um farto natal esse ano. Se o seu pai trabalha na SET, prepare-se para ganhar um play station ou uma viagem pra Disney com o dinheiro do “contribuinte”.
Segundo dizendo que ainda assim acho um pouco radical, pois cobrança e punição não são a melhor forma de transformar a mentalidade e cultura de um povo que está acostumado a sempre dar um “jeitinho”. Tanto que… aos poucos veremos que esta impressão que a imprensa tem nos passado de que a “lei seca” está agindo de forma dura e repreensiva não é lá tão verdadeira… leia-se aqui:
“O sinhô podi si lenhá, sê preso e perdê sua habilitação… E ainda tê qui pagá norricentos conto de murta. Ou intão arrente podi vê aí si o sinhô qué dá um guaraná pa nóis… Qualquer cinquenta real aí o sinhô tá liberado e podi vortá pa casa sussegado, chefia!”
(fala de um agente de fiscalização da SET qualquer, em uma blitz qualquer, em uma cidade qualquer, fazendo negócio com um “contribuinte” qualquer).
Terceiro e último, mas não menos importante que as reflexões anteriores, assumindo que estou puto porque não posso mais sair de carro pra tomar umas por aí. E que sexta-feira eu tenho uma festa pra ir e ainda estou decidindo se serei responsável ou rebelde.
E lembrem-se:
Se for “bebê”, não dirija.

