Se for dirigir… leve o talão de cheque.

23 07 2008

Com essa “encheção” de saco que virou falar da “lei seca” resolvi escrever sobre isso outro dia e fiquei puto com o que aconteceu. Antes que pensem que fui preso, multado ou parado em uma blitz para soprar a porcaria do bafômetro lhes adianto que não foi isso que aconteceu.

Eu emputeci porque depois de despender valiosas horas do meu dia escrevendo sobre isso, o meu blog não deve ter gostado do conteúdo questionador do meu texto e num acesso de puritanismo e moralismo tratou de apagá-lo sem me consultar.

Pois então, como a moda agora é falar da “lei seca”, vou entrar na onda e falar um pouco também:

Primeiro ponderando que reconheço a eficiência e os bons resultados alcançados com esta medida. Mas desconfio que os agentes da SET têm aproveitado o momento pra adiantar o seus décimos terceiros e provavelmente terão um farto natal esse ano. Se o seu pai trabalha na SET, prepare-se para ganhar um play station ou uma viagem pra Disney com o dinheiro do “contribuinte”.

Segundo dizendo que ainda assim acho um pouco radical, pois cobrança e punição não são a melhor forma de transformar a mentalidade e cultura de um povo que está acostumado a sempre dar um “jeitinho”. Tanto que… aos poucos veremos que esta impressão que a imprensa tem nos passado de que a “lei seca” está agindo de forma dura e repreensiva não é lá tão verdadeira… leia-se aqui:

“O sinhô podi si lenhá, sê preso e perdê sua habilitação… E ainda tê qui pagá norricentos conto de murta. Ou intão arrente podi vê aí si o sinhô qué dá um guaraná pa nóis… Qualquer cinquenta real aí o sinhô tá liberado e podi vortá pa casa sussegado, chefia!”

(fala de um agente de fiscalização da SET qualquer, em uma blitz qualquer, em uma cidade qualquer, fazendo negócio com um “contribuinte” qualquer).

Terceiro e último, mas não menos importante que as reflexões anteriores, assumindo que estou puto porque não posso mais sair de carro pra tomar umas por aí. E que sexta-feira eu tenho uma festa pra ir e ainda estou decidindo se serei responsável ou rebelde.

E lembrem-se:

Se for “bebê”, não dirija.





samba da minha terra.

20 07 2008

Como dizia o bom e velho Dorival Caymmi no seu samba que eu peguei emprestado pra dar título a esse momento de divagação… “quem não gosta de samba bom sujeito não é”. Quando Dori falava de “samba”, eu creio que ele ainda se referia ao primeiro samba, o original, que nasceu na Bahia, ainda plenamente dominado por influências da cultura africana.

O samba é considerado “patrimônio cultural imaterial” do nosso país, e aí… surfando por páginas virtuais, consultando os oráculos desta nova era, eu descobri que dentre as coisas imaterias registradas como bens pertencentes ao nosso patrimônio estão os dois estilos, tipos ou subgêneros do samba que me apetecem e marcam o compasso brazuca das minhas humildes batidas cardíacas: o samba de roda oriundo da região do recôncavo baiana e o samba dos morros do rio de janeiro.

O samba tem andado a ritmar as minhas andadas desritmadas recentes… Tem povoado os meus pensamentos, tem dominado a “playlist” do meu mp4, tem sido a trilha sonora enquanto estou no ônibus, enquanto estou dirigindo, atravessando a rua, sentado ao computador escrevendo esse texto…

“E nem se atreva a me dizer do que é feito o samba” como diria Camelo em sua canção, pois o samba é feito a partir de uma lógica poética e como diria o poeta Mário Quintana “a poesia não se entrega a quem a define”.

Por isso eu prefiro entrega a definição. Não quero mais falar dos tipos, formas e subgêneros que o samba produziu desde que foi criado. Prefiro criá-lo dentro de mim e sentí-lo nas minhas entranhas, no meu pulso, no meu caminhar diário, nas minhas batucadas nervosas em salas de esperas e filas de banco…

Não sei se é a nostalgia me arrebatando, já que em poucos dias estou indo embora do Brasil. Lembrando disso agora eu me faço a pergunta: “será que na Venezuela tem samba?”.

Bom, caso não tenha, eu cuidarei de levar comigo o Cartola, o Nelson Cavaquinho, o Noel Rosa, o Zé Ketti e o Bezerra da Silva e farei a minha própria roda de samba, caminhando com meu mp4 no ouvido pelas calçadas de Puerto Ordaz.





Puerto Ordaz.

8 07 2008


Depois de muito (na verdade pouco, do ponto de vista da produção de textos) caminhar nesse “deserto criativo”, procurando um lampejo de criatividade para movimentar este lugar, parece que finalmente encontrei uma direção.

Pois é…

“Ciudad Guayana”, ou como os antigos e atuais habitantes ainda teimam em chamá-la: “Puerto Ordaz”.

Tomara que esse lugar me traga novos ares e novas idéias.

Hora da renovação.