A foto é meramente ilustrativa.
Pra mostrar o meu desagrado em relação a falta de prudência de muitos motoqueiros que circulam por aí, costurando, cortando e cruzando os nosso caminhos…
Aos pobres de grana e ricos de espírito e aos ricos de grana e pobres de espírito que andam sobre duas rodas.
O passado presente.
30 06 2008Comentários : Deixar um comentário »
Categorias : areia nos olhos
Lobo de Maiô.
25 06 2008
Têm certo momentos da vida em que nos encontramos na condição de “Lobo bobo”… Já em outros somos nós a “Chapeuzinho de maiô”. Acho que é neste jogo constante de inversão de papéis que reside a graça de viver. Uma besteira pensar o ser humano como uma obra finalizada, ou algo estanque, já que estamos em eterno processo de construção… Numa eterna busca. Neste exato momento de sua vida, por exemplo, você acha que está sendo o “Lobo bobo” ou a “Chapeuzinho de maiô”? Às vezes me sinto tão confuso, e acho a vida tão mais confusa, que penso ser o “Lobo de Maiô”… Um pouco de cada um ao mesmo tempo.
Tudo porque, ao desbravar mais algumas dunas de areia virtuais no meu “deserto criativo”, achei essa música que andou perambulando na minha cabeça nos últimos dias. Pra quem não conhece, essa música chama-se “Lobo bobo” e é da autoria de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli. Essa versão (minha preferida) tem a interpretação genial do incomparável e excelente cantor, o Wilson Simonal… Quem não conhece o cara, deveria procurar saber sobre quem foi ele, o que ele fez e representou. Ele foi sem dúvida um dos maiores e mais inventivos cantores da história da música brasileira.
Fica a dica.
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Categorias : miragens desérticas
Literatura de banheiro.
24 06 2008
Você gosta de ler no banheiro? Eu adoro. Lembro que quando era pequeno devorava várias revistinhas da “Turma da Mônica” numa sentada! Rs. Lembro também que ganhei de presente o “Toda Mafalda”, do Quino, uma compilação de todas as tirinhas dela… Gostava tanto que ela já ficava lá num lugar cativo de um cesto que compunha o ambiente do banheiro.
Mas a gente cresce… E à medida em que os anos (sem trocadilho) foram passando, passei a me interessar mais por outras coisas: revistas sobre cinema e esporte, livros de romance, de fotografia, textos de faculdade, albúns de família, letras de músicas, poemas… Uma playboy aqui e outra ali naquele período crítico dos 15 anos. Ui…
Pois é. Essa semana, em mais uma dessas minhas incursões pelo mundo virtual… li sobre uma coisa que me deixou bastante surpreso. Eu adoro ler e sempre penso em levar algo de bacana para o banheiro quando sei que vou ou que posso demorar lá. Eis que topo com uma notícia de que lançaram o “papel higiênico literário” na Espanha.
A invenção dará conta do lançamento de clássicos da literatura, além de poemas, peças de teatro, trechos extraídos da Bíblia e textos sobre Budismo. A idéia, que surgiu a partir de um espetáculo teatral espanhol chamado “Empreendedores”, pretende imprimir nos rolos de papel higiênico somentes textos que já estão em domínio público. Já pensou o quão caro seria pagar direitos autorais pra poder limpar a bunda? Pois é…
O cagão… ops. O leitor pode até personalizar o seu rolo literário, escolhendo o texto e a cor que mais lhe apetecessem. Estão disponíveis na cor branca, laranja e rosa, por enquanto, e são feitos de um material mais resistente do que os nossos conhecidos rolos de papel higênico tradicionais… Entre os textos mais requisitados pela clientela estão os textos do poeta e dramaturgo espanhol Frederico Garcia Lorca.
Curioso é pensar que ao escolhermos comprar um rolo com um texto de um autor que gostamos muito, ficaremos num profundo dilema… Eu mesmo se encomendasse um livro do Borges ou do García Márquez, certamente guardaria no meu quarto e não no meu banheiro. Iria ficar um pouco estranho… Mas pensar em usar um papel grafado com sublimes palavras das verdadeiras obras-primas da literatura mundial pra limpar a bunda… é uma merda. Literalmente.
Já pensou se alguém na sua casa entra no banheiro e usa algumas páginas ou um capítulo inteiro do seu livro-papel higiênico? Que merda seria… Literalmente, de novo.
Eu não compraria… Fica à seu critério meu amigo.
Para ler a notícia completa clique aqui.
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Categorias : segredos do faraó
Clandestino (para ler ouvindo).
23 06 2008
Nesses últimos tempos, temos promovido produtivas discussões no clã dos “Camões” sobre as possibilidades de emissão do nosso passaporte europeu, ou melhor, o reconhecimento legítimo da nossa cidadania portuguesa, já que meu bisavô era natural da cidade do Porto, assim como toda a nossa linhagem acima dele.
Muitos sonhos e projetos movem este desejo, principalmente (ou únicamente) da parte jovem da família. Por conta disso, minha irmã e minha prima têm se colocado mais a frente dessas questões, ligando pra lá, procurando informação ali, levando documentos acolá.
A idéia não foge aos anseios tradicionais: Poder circular livremente no velho mundo, ser tratado como um cidadão europeu e ter regalias e facilidades para poder estudar e/ou viver em alguma cidade européia. Foi então que lembrei, que mesmo conhecendo a minha origem, não cogitava há alguns anos esta possibilidade de me tornar um cidadão português. Pra falar a verdade, até já pensei em viver clandestinamente na Europa…
Lembrei que Sempre brinco com um amigo meu e ele sempre diz: “Pois é Gabi, se nada der certo a gente se manda daqui e vira pedreiro lá na Noruega”. Brincadeiras à parte, tenho visto muitos amigos e/ou conhecidos que estão trocando o Brasil por outro país. Alguns em condições legais plenas, outros não, outros que vão de uma condição a outra à medida em que resolvem ficar…
Foi então que comecei a divagar sobre o conceito de “clandestinidade”. Olhando em um desses nossos oráculos virtuais, a wikipedia, vi que “o termo clandestinidade designa a situação em que uma pessoa vive quando se encontra fora da legalidade. Geralmente, refere-se a alguém que reside num país que não é o seu, ou que terá saído do seu próprio país pelos mais diversos motívos. Pode também referir-se a alguém que comete crimes e que se encontra em fuga às autoridades”.
No entanto, não é esse o espectro da clandestinidade que mais tem me interessado. Teimo em torcer para que o meu passaporte português seja emitido brevemente, não penso em cometer crimes e nem planejo fugir das autoridades. Ao chegar no fim do verbete vi lá a última frase e ela sim me interessava: “Diz-se que, o que é clandestino, normalmente se faz às escondidas, evitando cair no conhecimento público”.
Não quero confundir “clandestinidade” com “bandidagem”… Não quero que confundam “clandestino” com “ilícito”. Quero pensar o termo como um direito que eu tenho de viver e fazer coisas secretamente. Isso me interessa. Isso tem alimentado meu imaginário. Quem não se interessaria em saídas na madrugada para realizar desejos enclausurados?
Quero achar graça na vida, ou vida na “graça” (meu bairro). Cada um com seus segredos… Somos todos “clandestinos” em algum aspecto, ou em vários deles… Melhor parar por aqui. Não quero ser preso ou torturado. Rs.
“Perdido en el corazón
De la grande Babylon
Me dicen el clandestino
Yo soy el quiebra ley”
(Manu Chao)
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Categorias : segredos do faraó
Sem palavras.
16 06 2008Fui assistir um espetáculo chamado “Saudades em terras d`água”, da Companhia “Dos à Deux”, no teatro do SESC, no Pelourinho. Sorte a minha que consegui ver… Já que se tratava do último dia de apresentação. O espetáculo alterou sensívelmente os meus horizontes. Basta dizer que passei os últimos dois dias deixando as imagens desse espetáculo transitarem livremente na minha cabeça.
Pela foto dá pra perceber que materialmente o espetáculo pode ser considerado “simples”, no sentido minimalista da palavara, com poucos elementos e objetos de cena. Cortinas pretas ao redor do espaço onde a mágica do teatro gestual é encenada, um mar feito de sacos plásticos e muita luz azul, uma palafita de madeira que acaba se transformando em mil coisas ao longo da história e três atores vigorosos e surpreendentes.
O que se vê no palco são imagens belíssimas, com um refinamento da presença do ator em cena, em que cada movimento é realizado com precisão e leveza sutilmente importantes, pois desdobram-se nos passos seguintes e fazem a história fluir…
Não há texto oral, não há necessidade de ter. A estética proposta se baseia no que eles chamam de “teatro gestual”, que rege o trabalho de pesquisa de André Curti e Artur Ribeiro, os dois atores/dançarinos brasileiros primorosos, responsáveis pela criação da Companhia.
Daí fica mais claro entendermos o porquê da peça ser tão enxuta em termos materias e tão vigorosa no sentido da presença do ator em cena. Um deles falou no bate-papo ao final do espetáculo que só permaneceram na peça os elementos (objetos) estritamente necessários.
Fica evidente que o foco não é preencher o espaço de palavras faladas e nem de grandes estruturas cenográficas… A matéria prima do “teatro gestual” é o corpo do ator, e como a sua gestualidade e sua desenvoltura corporal conseguem se comunicar tão facilmente, a ponto de nos contar claramente uma história.
Há uma cuidadosa e harmoniosa valorização do corpo, os gestos são marcados e determinados a produzir sentido e estão integrados ao próximo movimento, que está ligado ao movimento seguinte e assim por diante… E através deste ritmo, desta presença intensa, com olhares firmes e corpo dançante, os atores vão contando – poeticamente – a história dessas três personagens.
Isso me encantou profundamente. Essa proposta. Esse modo de fazer teatro…
Momento sublime da minha vida aquela hora e meia de espetáculo…
Créditos da foto acima é de Alain Chambaretaud.
A imagem foi extraída do site da Companhia “Dos à Deux”.
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Categorias : pirâmide invertida
Começo do Fim.
10 06 2008
A música deles nunca envelheceu, perdura e sobrevive a cada nova geração que surge. Com certeza os meus filhos crescerão ao som do Sgt Pepper´s, do White Album, do Abbey Road, dos outros albúns e das grandes canções criadas por eles.
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Categorias : pirâmide invertida
Horóscopo do dia.
9 06 2008Tava pensando outro dia cá com os meus botões nessas coisas de signo, horóscopo, astrologia etc. Mesmo com o conhecimento primário que possuo a respeito dos signos e astros, do que combina, o que não combina, a cor, a pedra da sorte, o dia da semana… Me surgiu uma reflexão.
São 12 signos no Zodíaco, certo? E somos pouco mais de 6 bilhões de habitantes no mundo, procede? Então, fiquei pensando que se preservarmos o critério do equilíbro num hipotético cálculo de divisão da população pelo número de signos, poderíamos considerar que há uma média de 500 milhões de pessoas de cada signo!
Isso significa que, além de mim, há mais 500 milhões de taurinos no mundo! Ou seja, como é que um vago texto de 5 linhas publicado diariamente num “horóscopo de jornal” daria conta de fazer previsões para o dia de 500 milhões de pessoas de cada um dos signo? E mais… Como 12 pequenos textos, com seus conselhos rasteiros, dariam conta de prever o dia de toda a população mundial?
Você há de convir que nós seres humanos vivemos num mundo muito complexo, pautado na total diversidade, diferentes na cultura, nos nossos hábitos, nos costumes, nos lugares onde vivemos, nossas rotinas, vidas e profissões… Não dá pra dizer que o taurino aqui, um esquimó taurino batendo queixo no seu iglú e um guerreiro tribal africano, taurino e caçador de leões, receberemos previsões iguais para o nosso 9 de abril… Serão completamente diferentes.
Aí pra ficar mais complicado, fui pesquisar nos nossos dois oráculos virtuais (o “Google” e o “Wikipedia”) e descubro que além dessa nossa “astrologia ocidental”, da conhecida “astrologia chinesa”, temos ainda uma “astrologia cabalística”, uma “astrologia agrícola”, uma “astrologia eletiva”, uma “astrologia natal”, uma “astrologia horária”, uma “astrologia védica”… Enfim, uma série de abordagens e formas distintas de se interpretar e ler os astros.
Enfim, com toda essa pesquisa, todo esse tempo perdido, concluo que horóscopo não é muito a minha praia mesmo… Embora eu acredite na existência de alguns astros… Astros de cinema, astros do Rock etc..
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Categorias : segredos do faraó


