Ser simples…

10 07 2009

Vilarejo de Mochima - Venezuela

Vilarejo de Mochima - Venezuela



“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.”

E que ninguém se engane… A frase genial é da Clarice e a foto é minha. Fiz em uma das minhas andanças por terras venezuelanas no ano passado. Saudade daquela sensação de liberdade que me movia no momento que capturei esta imagem.

Por falar em saudade, essa semana lembrei do rio de janeiro, dos saraus e recitais cantados com o pio da coruja, da arte perfumando as calçadas da cidade e os conselhos e as idéias no assobio do Pardal. Saudade dos bons amigos que deixei por lá. Mas em breve levarei minhas bombas e brinquedos delirantes para um passeio na cidade maravilhosa. Tô trabalhando pra isso.





Cair em si.

7 07 2009

Para a queda.

Para a queda.



Enquanto uns sonham com seus 15 minutos de fama
Eu me imagino em 45 segundos de queda
45 segundos de queda livre

Enquanto a maioria não se preocupa com a miséria humana
Eu me atiro em queda livre contra a falta de consciência do homem
Falta consciência no homem

Eu me atiro contra o homem, com a ciência e sua exatidão…
Eu me atiro contra a ciência e sua exatidão, como homem…
Como homem eu me atiro contra.
Como homem eu me atiro a favor.

Eu me atiro.
Eu simplesmente me atiro.
Eu atiro.
Atiro.
À tiros.
Há tiros.

Depois de muito pensar, não há mais o que pensar… É uma questão de múltipla escolha:

a)Pular
b)Pular
c)Pular
d)Ou pular?

Marco o “X” da resposta em um chão distante.

E o segredo nesta hora meu camarada, é abrir o pára-quedas sim. Depois dos tais 45 segundos de queda livre. Depois da liberdade plena. Depois da catarse. Para depois disso, ter sabedoria em nunca parar de cair. Transformar os 5 ou 7 minutos de pára-quedas aberto em uma eternidade.

Para não parar de cair.
Não para de cair, beleza amizade?
De cair em si.
De cair em sã consciência de que ficar parado… Não dá.





encarnação involuntária.

5 07 2009

Chris McCandless

Chris McCandless


“Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria auto-acusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdôo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo.”

Do embasbacante “Felicidade Clandestina”, livro da Clarice Lispector.





Jô ficando atoladinho.

1 07 2009

Durante uma fase da minha vida a insônia me tornou um telespectador assíduo do “Programa do Jô”. Adianto logo que não tenho nada contra o incensado apresentador… Só me irrito profundamente durante os momentos em que ele resolve engolir os entrevistados com suas piadas ensaiadas e comentários que extrapolam o limite do razoável. E vocês hão de concordar que naquel programa isso acontece quase sempre.

Por isso vibro de modo empolgante e me empolgo de modo vibrante (Rs!), toda vez que algum maluco senta a buzanfa naquele sofázinho bonito da rede Globo e trata de tirar o doce da boca do Jô. E era justamente aqui que eu queria chegar! O Juca Chaves, por exemplo, é uma dessas pessoas que costuma roubar a cena e deixar o Jô numa saia justa sempre que vai lá.

Mas aqui vai a querida bomba! Divido com vocês o meu preferido dos preferidos. Não só pela pessoa genial que é. Mas pela forma como vivencia à criação da arte e a arte da criação de maneira full-time. Por estar anos luz à frente do seu tempo. E por fazer Jô ficar mudinho ouvindo que o funk “tô ficando atoladinha” é genial porque guarda um “metarefrão microtonal polissemiótico”. Esse gênio, para o meu orgulho, é baiano… E se chama Tom Zé.

“Jô ficando atoladinho, Jô ficando atoladinho…” (Não podia perder a piada)






Profetas.

29 06 2009

Tem muita gente que acha que eu não sou um cara religioso. Quem nunca se deparou com momentos na vida em que a discussão girava em torno de fé, verdade e religião? Várias vezes puxaram o assunto na minha presença. Pois é, estive pensando neste assunto nos últimos dias, mas sozinho desta vez… E creio poder agora dar uma resposta. Não a considero definitiva, pois odeio coisas definitivas, se é que elas realmente existem… Eu tenho uma religião na qual acredito. Tenho sim. Eu acredito nesses quatros caras. E acredito nas coisas bonitas que eles dizem. Uso o verbo no presente, pois o legado dessa banda só deixará de existir, quando tudo deixar de existir… Se realmente tudo deixar de existir. E se isso acontecer, o novo Big Bang virá com uma nova explosão ao som dos “Beatles” ou do “Pink Floyd”.






Criança.

26 06 2009
Lua Cheia.

Lua Cheia.

Num daqueles momentos geniais que só uma criança é capaz de ter, o filho da minha prima é chamado pela vó (minha tia) para ver com ela como estava linda a lua cheia que brilhava num céu cheio de estrelas.

A avó o convoca:
- Tom! Vem aqui ver lua cheia!

E o pequeno garoto com toda sua sagacidade responde:
- Cheia de que, minha vó?

E aqui vai a minha dica meu caro… Não perca a criança que habita em ti. E lute para nunca faltar na sua essência esse perfume de pureza e suavidade que faz do mundo um lugar melhor e mais agradável de se viver. Essa sim é a minha meta maior. Me tornar, cada vez mais, inteligentemente bobo… Minha arma contra estupidez será o meu nariz de palhaço. Meu companheiro de guerra será essa criança que preservo aqui dentro. E os meus maiores inimigos são a intolerância e o preconceito cultivados por tantos nessa terra que habito e compartilho. Para esses eu guardo o meu melhor sorriso. Para esses eu estendo a minha mão.





Os sonhadores.

25 06 2009

nerdson174